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Resposta para a devida falta de água em nossas casas..

 

.“A Sabesp está fazendo a gestão de pressão durante o período da noite.” “Isso é uma redução da pressão, diminuição da quantidade de água que tem na rede, e em algumas casas, vai ficar sem água.

” Fonte de pesquisa: https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/11/sabesp-tira-duvidas-de-moradores-preocupados-com-crise-da-agua.html 
Edição do dia 09/11/2014 21h39 - Atualizado em 26/11/2014 15h15.

               

Sabesp tira dúvidas de moradores preocupados com crise da água. 

Mesmo com a chuva dos últimos dias, reservatórios continuam em níveis alarmantes. É a pior crise de abastecimento da história.

Em São Paulo, mesmo com a chuva dos últimos dias, os reservatórios continuam em níveis alarmantes. No meio da pior crise de abastecimento da história, os moradores estão preocupados e querem saber: até quando vai ter água na torneira? O Fantástico levou as principais dúvidas de quem mora em São Paulo diretamente a quem tem o dever de responder: a Sabesp, companhia de saneamento básico do estado.O Fantástico foi a vários pontos de São Paulo e conversou com muita  gente  para  saber:  quais  são  as  preocupações?  O Fantástico deu espaço para a população perguntar tudo o quequeria saber sobre falta d’água.. E levou as dúvidas direto para a Sabesp. O que eles têm a dizer?

“Está tendo realmente corte do fornecimento lá na região onde eu moro, que é Guaianazes. Entre 18h e 19h, todo dia, falta água esó retorna no período da manhã. Eu gostaria de saber se está tendo ou não o racionamento?”,  pergunta Josias Tito Teixeira, morador da Zona Leste - SP.“Não, não está tendo o racionamento. Não existe corte como foi falado,  não  existe  nenhuma  situação  onde  a  Sabesp deliberadamente  provoque  condições.  O  que  a  Sabesp  estáfazendo é a gestão de pressão durante o período da noite. Diminuir a pressão”, garante Marco Antônio Lopez de Barros, superintendente de produção de água da Sabesp. Mas,  para  Marussia  Whately,  especialista  em  gestão  derecursos hídricos, na prática, a redução funciona, sim, como um  racionamento:  “Isso  é  uma  redução  da  pressão, diminuição da quantidade de água que tem na rede, e em algumas casas, vai ficar sem água. Tem um termo técnico,mas é uma forma de racionamento sim”, defende Marussia Whately, coordenadora do Instituto Socio ambiental. Em diferentes pontos da Região Meetropolitana de São Paulo, os moradores também relatam falta d’água constante. Mesmo com tantos exemplos, de tantos lugares, para a Sabesp, esses são problemas isolados.

A gestão de pressão noturna foi intensificada este ano noperíodo de gestão da crise. Pontualmente, alguns problemas podem surgir nos locais que têm um abastecimento menosfavorável: pontos mais altos e mais distantes. Tem um montede  condições  que  partem  desde  problemas  na  rede  deabastecimento, podem passar pelo ramal e até mesmo pelasinstalações  internas  do  cliente”,  explica  Marco  Antônio Lopez de Barros. “Mas o fato é que existe diminuição de pressão e a água faltana casa das pessoas”, afirma Marussia Whately. Em alguns lugares, a reclamação é a qualidade da água. Nobar  do  seu  Eduardo,  na  Casa  Verde,  Zona  Norte  de  SãoPaulo, tem água durante o dia. Mas ela sai esbranquiçada,parece um leite. 3“Não dá para tomar essa água não.  Por que a água estádesta  cor  e  se  eles  tomariam  essa  água?”,  questionaEduardo. “Eu tomaria isso e já tomei várias vezes. Normalmente, issoestá  associado  a  um  aumento  de  pressão  e  grandevelocidade na rede. Na hora que ele abre a torneira, a águavem  com  grande  velocidade  e  acaba  provocando  esse turbilhonamento.  São  pequenas  microbolhas  de  ar  que acabam surgindo na hora que ele abre a torneira”, responde Marco Antônio Lopez de Barros. As pessoas estão com medo do que pode aconteecer. “Ninguém sabe o que faz. Se vai comprar caixa d’água, se vai reservar água, se vai comprar água filtrada ou não? Ninguém sabe. Não tem orientação nesse sentido”, questiona JosiasTeixeira. “Nós  não  recomendamos  que  as  pessoas  façam  estoque  deágua.  Primeiro,  porque,  de  alguma  forma,  você  acaba desequilibrando o consumo de toda região, além do problema que  pode  trazer  riscos  sanitários.  As  caixas  d’água  serviriam muito para que eles pudessem, nesses momentos de interrupção,continuar a ser atendidos sem que provocasse qualquer tipo de desconforto”, alerta o superintendente de produção de água da Sabesp.“Quanto tempo São Paulo vai  aguentar essa crise?”,  perguntauma mulher.“É possível chegar até o final de novembro de 2015 em condiçõesde atendimento”, garante Barros.Mas as imagens das represas preocupam. São seis sistemas que abastecem a Região Metropolitana.  Os três principais são osmais críticos. Neste sábado (8), o Guarapiranga estava com 36,9%; o Alto Tietê com 8,4%; e o Cantareira com 11,5%, já incluindo a captação de um possível segundo volume morto,a reserva que fica abaixo do nível das comportas. O Sistema Cantareira é o mais importante: abastecia quase 9 milhões  de  pessoas  no  começo  da  crise.  Agora  atende  6,5 milhões. A diferença foi compensada por outros mananciais.“Ainda existe volume dentro da primeira reserva técnica para que a  gente  continue  usando.  E  estamos  aguardando  que  sejam feitas todas as liberações para o uso da segunda reserva”, avisa Marco Antônio Lopez de Barros.“O volume morto é como se a gente pensasse que ele é um cheque especial. Eu já consumi meu orçamento, aquilo que eu tinha, agora vou pegar uma parte que eu não deveria usar”, alerta Marussia Whately.Uma análise inédita feita pela organização TNC com dados daSabesp mostra que o total  de água disponível  para a RegiãoMetropolitana vem perdendo volume desde 2009. Mas a que dase acentuou a partir da compensação do Cantareira por outrosmananciais, em meados deste ano.“Nós temos uma capacidade ainda que poderia ser explorada evamos buscar  dessa capacidade”,  avisa  o  superintendente de produção de água da Sabesp. “A previsão é essa: uso o volume morto, seco o Alto tietê,diminuo  a  Guarapiranga.  Dizer  que  vai  ter  água  até novembro, é contar que vai chover esse ano, que a reduçãode pressão vai  continuar e que as pessoas vão continuar economizando”, diz Whately. “Se não chover, o que eles vão fazer?”, questiona o comerciante Raimundo de Araújo.“Nós teremos que reavaliar a operação que nós fazemos para continuar  garantindo  que  a  gente  atravesse  este  período”,responde Barros.A Sabesp  afirma  que  a  diminuição  da  pressão,  uma  dasmedidas que mais ajudaram a economizar até agora,  veio mesmo para ficar. “A gente não deve abandonar, nunca mais. É uma condição que vai perpetuar-se dessa forma, porque é a  melhor  condição  para  o  aproveitamento  da  água,  sem desgaste da tubulação e sem desperdício. Essa é a herançaque que a crise nos trará”, avisa Marco Antônio Lopez de Barros.